Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

SOMOS fala sobre nossos direitos no programa Bom Dia Rio Grande


O Coordenador geral do SOMOS e responsável pela assessoria jurícia da entidade, dr. Gustavo Bernardes deu entrevista hoje, 31 de julho para o jornalista Cláudio Brito, da RBS TV sobre os Direitos LGBT falando sobre a necessidade de recorrer à Justiça, já que muitos deles não são reconhecidos pelo Estado brasileiro.

Segundo a desembargadora aposentada Maria Berenice Dias, que também foi entrevistada, “não temos leis e temos uma jurisprudência muito restrita e muito acanhada”, afirmou. Para ilustrar a matéria, o arquiteto Carlos Duarte, falou sobre a ação que o SOMOS está movendo em seu favor, contra a Associação dos funcionários públicos do Estado para reconhecer seu parceiro como dependente.

“Apesar de não existir um lei específica que contemple a população LGBT a Constituição Federal é muito clara ao condenar qualquer tipo de preconceito ou discriminação”, afirma Bernardes.

A entrevista foi ao ar no telejornal Bom Dia Rio Grande, às 6h30min da manhã na sucursal da rede Globo, no Rio Grande do Sul.

Acesse a matéria no site: http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=29122&channel=45
Jornalista Alexandre Böer

Terça-feira, 29 de Julho de 2008

Adesão ao tratamento da aids é uma preocupação do SOMOS


Enjôos, diarréia, dores de estômago podem fazer com que doentes de aids deixem de tomar os medicamentos para aids, pois são sensações desagradáveis e efeitos indesejáveis provocados por alguns antiretrovirais tomados para reduzir a quantidade de vírus no organismo.


Para saber como lidar com estas situações, tirar o melhor proveito dos medicamentos e conhecer as características de cada um deles, o grupo SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade, através do projeto “Unindo Vidas”, coordenado pelo psicólogo José Eduardo Martins Gonçalves desenvolveu uma série de 8 cartões, com dicas que serão disponibilizados aos doentes de aids pela rede do SUS, onde os pacientes realizam suas consultas de adesão.


“Estamos desenvolvendo uma parceria entre sociedade civil e Estado, fazendo pontes e unindo vidas, como diz o nome do nosso projeto. Queremos fazer com que as pessoas tenham uma melhor qualidade de vida e não falhem no processo terapêutico, para que não criem resistências aos medicamentos, pois levaria o tratamento ao fracasso”, afirma Gonçalves.


“Tinha medo de iniciar o tratamento, pois achava que o fato de tomar remédios seria um caminho sem volta e que iria desenvolver a aids ainda mais rapidamente. Vi depois que isso era uma fantasia”, afirma S.S. vivendo com aids há mais de 2 anos.


Estes mitos também podem acabar com o acesso às informações que estão nos cartões e com o auxílio dos profissionais de saúde. “Isso já foi uma realidade no passado, mas hoje, com o uso da terapia combinada, temos uma alta eficácia no tratamento”, finaliza Gonçalves.


Estes cartões de adesão serão apresentados nesta quinta-feira, 31 de julho, às 10h da manhã, no SAT – Serviço Ambulatorial Terapêutico, do Hospital Sanatório Partenon que está localizado na avenida Bento Gonçalves, 3722 e é um dos serviços de referência estadual no atendimento ao HIV no Estado do Rio Grande do Sul.


Alexandre Böer

Jornalista e Coord. Projetos

Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Conferência Internacional de aids busca respostas para a epidemia

O Grupo SOMOS participa, entre os dias 3 a 8 de agosto, da XVII Conferência Internacional de Aids, no México. Esta Conferência é organizada pela Sociedade Internacional de Aids (IAS, na sigla em inglês) e será a primeira vez que a Conferência Internacional será realizada na América Latina.

O tema desta edição é: Ação Universal, já!; buscando sublinhar a necessidade de uma ação decisiva para acelerar a expansão da prevenção, tratamento, cuidados e apoio ao HIV. Outra prioridade na Conferência será discutir estratégias emergentes para pôr fim a violações de direitos humanos que alimentam a pandemia.

A pedagoga Claudia Penalvo, coordenadora de um projeto de prevenção à aids entre jovens desenvolvido pelo grupo SOMOS irá participar da Conferência e de reuniões de trabalho com outros ativistas que trabalham com juventudes e prevenção à aids entre jovens que fazem sexo com pessoas do mesmo sexo, representando a instituição com o objetivo de ampliar as parcerias, discutir sobre novas estratégias e atualizar-se na temática junto à outros pesquisadores da área, cientistas, líderes comunitários, médicos especialistas e políticos de todo o mundo.
A Conferência Internacional de Aids é realizada a cada dois anos e é considerado o espaço de diálogo entre as várias vozes preocupadas com o aumento do número de infectados pelo HIV e é o momento de discutir estratégias comuns para provocar um maior envolvimento dos governos no desenvolvimento de ações de assistência à população afetada.

Para nós, do SOMOS, esta será uma oportunidade para compartilhar o conhecimento, habilidades, construir novas parcerias e atualizarmo-nos com o que está acontecendo no mundo, neste momento, pois as mudanças relacionadas à aids são muito rápidas”, afirma Penalvo.
"AIDS 2008 terá lugar em um momento único da pandemia, já que existe um amplo consenso sobre a necessidade de assegurar o acesso universal à prevenção, tratamento, cuidados e apoio do HIV em 2010", diz o argentino e co-presidente do congresso, Dr. Pedro Cahn.

Segundo a IAS, 40 milhões de pessoas vivem com o HIV no mundo. Em 2005, três milhões de pessoas morreram por causa do vírus, 66 mil apenas na América Latina. A cada ano, cerca de cinco milhões de pessoas são infectadas pela doença. Só no Rio Grande do Sul, 39 mil pessoas vivem com aids

Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

Doente de aids leva um ano e três meses para conseguir benefício do INSS


Após um ano e dois meses da negativa do INSS em conceder o benefício de prestação continuada a que tinha direito, conforme prevê a Lei Orgânica da Saúde - LOAS, a sra. Cristiana Trindade, 24 anos, doente de aids, com apenas 25 kg em decorrência da desnutrição severa, meningite, diarréia crônica, candidíase e outras doenças oportunistas ocasionadas pela aids, conseguiu garantir o recebimento no próximo dia 24 de agosto, de um salário mínimo, após uma ação judicial impetrada pelo grupo SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade.

O advogado Gustavo Bernardes, 33 anos, Coordenador Geral do SOMOS e responsável pela Assessoria Jurídica da entidade, entrou na Justiça Federal contra o INSS questionando os critérios para concessão do benefício, já que Cristiana não tinha condições de trabalhar, têm uma filha de 4 anos de idade, vive em situação de rua e se enquadra em todas as exigências da LOAS.

O 3° Juizado Especial concedeu a liminar solicitada pela Assessoria Jurídica do SOMOS durante a audiência realizada no último dia 24 de julho, mas o INSS ainda terá 30 dias para iniciar o pagamento do benefício. Para Gustavo Bernardes, não deveria ser necessário entrar na Justiça para garantir o direito à vida. Cristiana, além do benefício, também deveria estar tomando cerca de 20 medicamentos, mas um terço deles estão faltando nos Postos de Saúde e ela, sem recursos financeiros, não conseguia renda sequer para comer, se deslocar ou comprar medicamentos. “A morosidade do Estado brasileiro em atender demandas como a da Cristiana significa a condenação de doentes de aids, em condições de vulnerabilidade sócial, à morte”, afirma Bernardes.

Rodrigo Collares, 25 anos, que também atua na Assessoria Jurídica da entidade, salienta que o SOMOS já encaminhou uma denúncia aos Ministérios Públicos Estadual e Federal denunciando a falta de medicamentos que deveriam ser fornecidos pelo Estado e pelo Município de Porto Alegre. “E este é apenas um dos casos que recebemos cotidianamente em nossa instituição”, finaliza Collares.

Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Relações Ordinárias no Paço Municipal


Sandro Ka, artista plástico e coordenador do Ponto de Cultura LGBT do SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade lança no próximo dia 22 de julho, às 19h, na sala C2, do Paço Municipal (Praça Montevidéu, 10) o livro-objeto de desejo “Relações Ordinárias”.

O livro é o resultado dos trabalhos da exposição Relações Ordinárias que pode ser conferida até o dia 20 de agosto no mesmo local. O livro não é apenas um catálogo, mas sim a possibilidade de ver, pensar, não-pensar, relaxar, questionar, desejar o que o artista nos mostra através do olhar de outros três artistas visuais de diferentes áreas, que agregaram outras linguagens e encararam a brincadeira como um desafio.

Cassiano Stahl foi convocado a brincar com as palavras e estruturas teórico-conceituais de um texto que tivesse em sua gênese a palavra ordinário. Mayra Martins Redin veio para revelar através da fotografia outras possibilidades de se contemplar objetos comuns. Kátia Ozório surgiu com a árdua missão de integrar imagens e palavras no pensamento do projeto gráfico.

Para Sandro Ka a proposta era expandir o trabalho a partir de sua idéia norteadora. “O principio de jogar com a idéia de relação ordinária, e que este conceito pudesse ser compreendido nas mais variadas formas, assumindo quaisquer formatos, compreendendo o sentido do termo como a possibilidade de relacionar elementos de diferentes lugares e funções”, afirma.

Nos trabalhos da série Relações Ordinárias, Sandro realiza composições a partir da associação entre diversos elementos cotidianos. Nelas, o artista cria “cenas” onde diferentes objetos estabelecem relações entre si e têm, conseqüentemente, seus sentidos re-significados.
Nestas relações, narrativas e imagens que povoam o imaginário coletivo e popular são representadas de curiosas formas. Entre elas, figuram: São Jorge e o dragão, o martírio de São Sebastião, deusas mitológicas em situações cotidianas, entre outros inusitados cruzamentos envolvendo elementos decorativos kitsch, estatuetas em gesso e brinquedos. São trabalhos que propõem uma discussão sobre a maneira de “ler” imagens e objetos e sobre as possibilidades de criação de novos sentidos para coisas tão banais. O processo artístico do artista é permeado pela intenção de promover deslocamentos de sentido e função a objetos e imagens cotidianos, advindos do imaginário da cultura popular e de massa. Através de meios diversos como intervenções artísticas, desenho e manipulações de objetos, o artista apropria-se de elementos banais agindo, de forma lúdica e irônica, sobre sua carga simbólica, a fim de criar outras possibilidades de significação.


Sandro Ka é artista visual e designer, bacharel em Desenho pelo Instituto de Artes da UFRGS. Vive e trabalha em Porto Alegre, RS e coordena o Ponto de Cultura LGBT do SOMOS Comunicação Saúde e Sexualidade. Entre suas principais mostras estão: VIII Bienal do Recôncavo – São Félix, BA (2006), 19º. Salão Jovem Artista, no MARGS – Porto Alegre, RS (2006) e Diálogos: Arte e Intertextualidade, no Museu da UFRGS – Porto Alegre, RS (2005).
Assessoria de Imprensa: Alexandre Böer - 51.8125.7536

Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Ensino Religioso, Gênero e Sexualidade é tema de seminário em Santa Catarina


Será realizado em Santa Catarina, entre os dias 15 e 16 de agosto, o seminário
"Ensino Religioso, Gênero e Sexualidade" no Instituto Estadual de Educação de
Florianópolis - SC
O Seminário se destina a todas as entidades e pessoas envolvidas com o Ensino Religioso e temáticas de gênero e sexualidade, especialmente professor@s das redes de ensino estadual e municipal e interessados nas temáticas do evento.

As vagas são limitadas e podem ser feitas pelo e-mail nigsnuc@cfh.ufsc.br, com o título INSCRIÇÃO NO SEMINÁRIO: Ensino religioso, gênero e sexualidade em Santa Catarina, contendo os seguintes dados: nome completo, vínculo institucional, CPF, endereço eletrônico e pessoal.: nome completo, vínculo institucional, CPF, endereço eletrônico e pessoal.

Depósito identificado de R$30,00 na conta do Banco do Brasil, agência 1453-2, conta corrente 36.971-3.

Informações pelo fone (48) 3721- 9890, ramal 25, ou no site: www.nigs.ufsc.br. Haverá certificado de atividade de extensão da UFSC no total de 16h.

Programação
Dia 15 de agosto (sexta-feira)
13h - credenciamento e inscrições

14h às 14h30 - abertura

14h30 às17h - apresentação do projeto "Ensino religioso e gênero em Santa Catarina" (PROSARE/CEBRAP)

18h às 20h30 - mesa-redonda "Ensino religioso e gênero". Participantes: Dra. Maria Amélia S. Dickie (NUR/UFSC), Dra. Lurdes Caron (CNBB), Dra. Myriam Aldana (Unochapecó)

20h30 às 22h - atividade artístico-cultural.

Dia 16 de agosto (sábado)
8h às 10h30 – oficinas sobre Ensino Religioso, Gênero, Famílias, Violências e Sexualidades, coordenadas por pesquisador@s do NIGS e NUR

10h30 às 12h – mesa-redonda "Experiências pedagógicas bem sucedidas sobre gênero e sexualidade no Ensino Religioso de Santa Catarina"

13h30 às 15h – mesa-redonda "Gênero, sexualidades e homossexualidades". Participantes: Ms. André Musskopf (Escola Superior de Teologia/RS), Dra. Jimena Furlani (FAED/UDESC), Dr. Flavio Braune Wiik (Unisul/Estácio de Sá/Instituto de Estudos da Religião/RJ)

15h15 às 16h – planejamento de aplicação de conhecimentos em sala de aula

16h às 17h – conferência "O conceito de gênero na sala de aula", com a Dra. Miriam Pillar Grossi (NIGS/UFSC)

17h – avaliação do Seminário

17h30 às 18h30 – encerramento e lanche de despedida

ABEH realiza Congresso sobre homocultura em São Paulo


O IV Congresso da ABEH – Associação Brasileira de Estudos da Homocultura será realizado em São Paulo, de 8 a 12 de setembro de 2008 e será promovido junto ao Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, pelas Áreas de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa e Literatura Portuguesa, com o tema “Retratos do Brasil Homossexual: Fronteiras, Subjetividades e Desejos”.

O Congresso propõe uma indagação: como no Brasil contemporâneo se articulam os diversos retratos que constituem as experiências homossexuais, homoeróticas e os estudos acerca da homocultura?

Com este evento, os organizadores propõem iniciar as discussões acerca do estabelecimento desse recorte, como também suscitar uma ampla discussão acadêmica e social. Isso propicia um projeto maior, que é pensar a homossexualidade e a homocultura no contexto da sociedade brasileira.

Os trabalhos que serão apresentados se articulam em torno de seis eixos:
- Retratos da Arte: cinema, fotografia e outras mídias
- Retratos da Imagem: o corpo como discurso
- Retratos Literários: obras, personagens e sentidos
- Retratos sociais: territórios, espaços e subjetividades
- Retratos e Identidades: sujeitos, encenações, culturas
- Retratos da Militância: atuação, direitos humanos, conquistas

Terça-feira, 8 de Julho de 2008

SOMOS GARANTE ACESSO A MEDICAMENTOS CONTRA A AIDS NA JUSTIÇA



O Juiz Federal Jurandi Borges Pinheiro, da 4ª Vara Federal de Porto Alegre, deferiu hoje pedido liminar impetrado pela Assessoria Jurídica do grupo SOMOS - Comunicação, Saúde e Sexualidade em favor de M.A.S.S determinando o fornecimentos dos medicamentos Darunavir e Raltegravir. O Raltegravir ainda não foi incorporado a lista de medicamentos fornecido pelo SUS, está sendo analisado pelo Comitê de Consenso devendo seguir depois para análise da Comissão de Incorporação de Tecnologia do Ministério da Saúde - CITEC. Segundo o Dr. Ronaldo Hallal, médico da Unidade de Assistência e Tratamento do Ministério da Saúde o Raltegravir estará disponível para os usuários do SUS apenas no final do ano. Contudo, como M.A.S.S., representado pelo SOMOS, corria risco de vida em razão de seu CD4 estar zerado deixando-lhe suscetível a todos os tipos de infecção a Justiça Federal determinou o fornecimento dos medicamentos pela União, Estado do Rio Grande do Sul e Município de Porto Alegre. Atuaram no processo os advogados Gustavo Bernardes, Maria Cristina Franceschi e Rodrigo Collares.

Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

"Depois da Chuva" é a exposição de Sidnei Akiyoshi


Para marcar a data que marcou a revolta de Stonewall, realizada em 28 de junho de 1969, um marco simbólico de resistência e luta do movimento LGBT mundial (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) o Venezianos Pub Café, localizado na rua Joaquim Nabuco, 397, em Porto Alegre, irá mostrar a partir do dia 12 de julho, as obras do artista plástico paulistano Sidnei Akiyoshi com textos de Alexandre Böer, Jorge Viegas e do próprio Akiyoshi na exposição intitulada "Depois da Chuva".

As obras são acompanhadas de pequenos textos, com fragmentos que situam a importância dos artistas retratados em trabalhos com diferentes técnicas. São resgatadas personalidades que assumiram sua homossexualidade como Walt Whitman, Elizabeth Bishop, Mario de Sá-Carneiro, João do Rio , Caio Fernando Abreu e outros.

Para Alexandre Böer, do Ponto de Cultura LGBT do grupo SOMOS, "esta exposição nos faz acreditar que a palavra ainda é um dos principais instrumentos de mudança de paradigmas em uma sociedade heteronormativa como a nossa, que ainda desrespeita os Direitos Humanos de todos aqueles que estão fora dos padrões dominantes", finaliza. Os retratos apresentados nos mostram autores que, cada um no seu tempo e seu lugar lutaram somente com penas em punho por aquilo que acreditavam.

Para Sidnei Akiyoshi, "as obras coloridas que apresento têm em si sua própria estética, mas só em conjunto conseguem força representativa. As pinturas com seus traços fortes e instáveis tentam representar essa diversidade de conceitos e possibilidade existenciais que, como átomos, podem, de uma hora para outra, mudar sua configuração".

Também há trabalhos em adesivo e obras em vidro. Estas últimas retratam o lado mais duro, como diz o artista, "nem tudo são arcos coloridos", finaliza Akioshi.

Esta exposição fica em cartaz até o dia 28 de julho e é uma iniciativa do Ponto de Cultura LGBT do SOMOS RS, realizada pelo Venezianos Pub Bar, com curadoria de Gerson Roldo, arte de Sidnei Akioshi e textos de Alexandre Böer, Sidnei Akiyoshi e Jorge Viegas.

Depois da Chuva
De terças a domingos
A partir das 19h
Venezianos Pub Café
(Rua Joaquim Nabuco, 397)

JUIZ QUER ABRIR DEBATE DO ABORTO A OUTRAS RELIGIÕES



O juiz Roberto Loréa, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul,
pediu, no encerramento da audiência sobre a descriminalizaçã o do
aborto, que os debates contemplem representantes de outros credos
religiosos, e não apenas católicos e evangélicos. "Para um debate
democrático, seria bom ouvir outras pessoas de outras crenças, uma mãe
de santo, um xamã, adventistas, judeus, e, por que não, ateus."

A presidente do Psol, a ex-senadora Heloísa Helena, lembrou que dentro
das várias crenças existem pessoas pró e contra o aborto. "Uma das
opiniões mais bonitas contra o aborto eu ouvi de um umbadista", disse.

Números
O procurador do Estado do Rio de Janeiro Paulo Leão lembrou que na
Espanha, onde o aborto foi legalizado, ocorreram 100 mil abortos só no
ano passado, e que esse número é crescente. "No Brasil, onde o aborto
é crime, pelo contrário, os números diminuem. No passado, já foi de
350 mil por ano, e hoje é de 150 mil", disse.

Para a pesquisadora Débora Diniz Rodrigues, do Instituto de Bioética,
um número seguro, com o qual se pode trabalhar, é que são realizados
cerca de 3,7 milhões de aborto no Brasil. "Vamos defender prisão para
3,7 milhões de mulheres?", questionou.

Já Maria José Rosado-Nunes, da ONG Católicas pelo Direito à Vida,
respondeu as acusações de que a entidade estaria recebendo recursos de
entidades internacionais. "Recebemos sim e nossas contas são abertas.
Mas é preciso dizer que existem grupos anti-aborto que também são
financiados por organismo estrangeiros" , disse.

A ex-senadora Heloísa Helena afirmou que existe um mercado de clínicas
de aborto que estão "palpitando" pela legalização. "Empresas privadas
aguardam a legalização para ganhar mais dinheiro com o aborto", disse.

A audiência, que já foi encerrada, debateu o Projeto de Lei 1135/91,
que modifica o Código Penal para suprimir a criminalização do aborto.
A proposta é relatada pelo presidente da Comissão de Constituição e
Justiça e de Cidadania (CCJ), deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na
próxima semana, a CCJ deve votar o parecer de Cunha. [i]

http://www2. camara.gov. br/internet/ homeagencia/ materias. html?pk=124498

Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

Transexual dá à luz menina nos EUA



LOS ANGELES, EUA (AFP) - Uma transexual americana que há dez anos se transformou legalmente em homem deu à luz uma menina, informou nesta quinta-feira a imprensa dos Estados Unidos.

Thomas Beatie, legalmente homem, mas que decidiu manter seus órgãos reprodutores femininos quando realizou a cirurgia estética para extirpar as mamas, se submeteu a um tratamento hormonal e mudou seu sexo legal, atraiu a atenção mundial em abril ao tornar pública sua gravidez.

A transexual de 34 anos deu à luz sua bebê em um hospital de Bend, Oregon (noroeste), segundo a rede ABC News, que não deu mais detalhes.

Beatie, que usa barba, ficou conhecido como "o homem grávido" após aparecer no popular programa de televisão de Oprah Winfrey para falar sobre sua gravidez.

"Acho que a vontade de ter um filho não é masculina ou feminina. É uma necessidade humana. Sou uma pessoa e tenho direito a ter um filho biológico", disse na ocasião.

Depois da mudança legal de sexo, Beatie se casou com uma mulher, Nancy, que não podia engravidar devido a uma histerectomia (retirada do útero).

Beatie recebeu uma inseminanação artificial - praticada pela própria - com o esperma de um doador anônimo adquirido em um banco de sêmen.

O caso inédito se tornou público depois que Beatie escreveu um artigo na revista homossexual The Advocate, em março.

"Nossa situação desencadeia incógnitas legais, políticas e sociais", admitiu Beatie, afirmando que o casal, junto há cinco anos, se chocou com a oposição de médicos, amigos e familiares à sua decisão de ter um filho.

Fonte: www.yahoo.com.br

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Obama se opõe a medida contra casamento gay na Califórnia




SAN FRANCISCO (Reuters) - O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, divulgou uma carta na terça-feira, dizendo que se opõe a uma medida da Califórnia que definiria o casamento como a união entre um homem e uma mulher, depois que a corte mais importante do Estado apoiou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Os californianos vão votar a medida que alteraria a Constituição do Estado e cancelaria a decisão da Suprema Corte no dia 4 de novembro, mesmo dia da eleição presidencial norte-americana. O rival de Obama, John McCain, apoiou a medida na semana passada.


A decisão da corte da Califórnia fez do Estado o segundo a permitir casamentos de pessoas do mesmo sexo (o primeiro foi Massachusetts) e o primeiro a casar gays de outros Estados. Os casamentos começaram a ser feitos no dia 16 de junho.


Na carta, Obama disse apoiar "direitos totalmente iguais e benefícios para casais do mesmo sexo, tanto nas leis estaduais quanto na federal". A mensagem foi postada no site do Clube Democrático de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros Alice B. Tolklas, de São Francisco.


"E é por isso que eu me oponho aos esforços divisivos e discriminatórios de reformar a Constituição californiana, assim como esforços similares de alteração das constituições de outros Estados", disse o senador por Illinois.


A questão do casamento gay foi um dos motivos que mobilizaram os eleitores conservadores a apoiar o presidente George W. Bush, em sua reeleição em 2004.


A porta-voz da campanha de Obama, Shannon Gilson, disse que a carta condiz com comentários anteriores do senador, incluindo os que diziam que as questões maritais deviam ser tratadas pelos Estados.


"O senador Obama tem mostrado claramente que se opõe a reformas divisivas e discriminatórias, como as propostas na Califórnia", disse Gilson.


Um membro do conselho do clube de São Francisco solicitou a carta, disse Julius Turman, co-presidente do grupo.


"Acho que é compreensível que ele seja contra uma medida que impõe discriminação à Constituição do Estado", disse Turman. "Acho que a maioria dos habitantes da Califórnia pensa como o senador."


O governador da Califórnia, o republicano Arnold Schwarzenegger, que apóia McCain, se opõe à medida. Schwarzenegger apoiou o estatuto que restringia o casamento a heterossexuais, mas disse que iria aceitar a decisão da Suprema Corte.


A carta de Obama foi publicada no site do clube no mesmo dia em que ele fazia campanha na conservadora região de Ohio, onde divulgava seus programas baseados na fé.

ABGLT participa da 1ª Marcha do Orgulho em Rosário, na Argentina




Alexandre Böer, diretor para Região Sul da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT e ativista do grupo SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade esteve no último dia 25 de junho, em Rosário, na Argentina, onde participou de uma reunião da Rede LGBT do Mercosul, na qual desenvolve, juntamente com Beto de Jesus, o trabalho de advocacy em Direitos Humanos LGBT internacional em nome da ABGLT.

O objetivo da reunião foi fazer um balanço acerca do trabalho da rede e desenhar novas estratégias de ação para o próximo período. Como a atividade estava inserida dentro da programação do Orgulho LGBT, que foi realizada entre os dias 25 a 28 de junho, foi possível, também , participar da 1ª Marcha do Orgulho LGBT realizada naquela cidade, que é considerada a mais importante do país, depois da capital, Buenos Aires e que tem se destacado pelos avanços na área dos Direitos Humanos LGBT naquele país.
A concentração para a caminhada começou às 18h, em plena quinta-feira, 26 de junho, no terminal de ônibus da praça Sarmiento, no centro de Rosário. Enquanto aguardavam a chegada de mais ativistas e apoiadores da causa pela visibilidade e direitos das pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais uma bandeira imensa com as cores do arco-íris foi sendo desenrolada. Depois, no início da noite, a caminhada saiu com mais de 300 pessoas, com muito barulho, fogos de artifício, faixas, cartazes e carro de som indo pela rua Corrientes e chegando à praça Pringles, onde mais pessoas aguardavam.
A ABGLT, do Brasil; a ATTA – Associação de Travestis e Transexuais da Argentina e representantes do grupo VOX, também da Argentina levaram a faixa de abertura.

A primeira marcha de mulheres lésbicas e bissexuais, realizada em maio do ano passado, foi o precedente que impulsionou este ato de visibilidade. E agora, como toda marcha, foi possível ampliar para todo o coletivo LGBT. Ali começou, então, os discursos, apresentações de artistas da noite e leitura de decisões realizada no encontro.

Guillermo Lovagnini, presidente da Vox, assinalou que o principal motivo do ato era reivindicar às autoridades da província de Santa Fé, onde Rosário está inserida, a aprovação da Lei de União Estável entre Parceiros do Mesmo Sexo e reclamar às autoridades a revogação do Código de Faltas que ainda criminaliza travestis e transexuais.
María Rachid, presidenta da Federação Argentina de Lésbicas, Gays Bissexuais e Trans (FALGBT) assinalou o grande esforço realizado pela Vox – organização que integra a Federação Argentina – nesta primeira marcha e afirmou que apoiará a realização da marcha nos próximos anos. Também parabenizou a cidade de Rosário por ser considerada uma cidade referência para a causa LGBT na Argentina .
Já Esteban Paulón, militante da FALGBT, afirmou “estamos aqui reunidos para solicitar os mesmos direitos com os mesmos nomes” ao falar da lei de matrimônio para pessoas do mesmo sexo e a lei de identidade de gênero que visa garantir o direito à identidade de gênero e reconhecimento de nome social para travestis, transexuais e transgêneros.
Alexandre Böer, da ABGLT também subiu ao palanque para saudar os Argentinos e apoiar, a partir do Brasil, a conquista de Direitos LGBT no Mercosul.

Fotos: Martin Peretti Scioli

Fotos homoeróticas de Alair Gomes agora podem ser levadas para casa


A exposição fotográfica de Alair Gomes que ainda pode ser conferida até o próximo dia 13 de julho na Galeria Iberê Camargo, da Usina do Gasômetro e que mostra o registro de corpos sensuais de rapazes exercitando-se na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro através de uma câmara indiscreta, localizada na janela do apartamento do artista, ganha agora o status de publicação.

“Alair Gomes, um Voyer Natural”, de Alexandre Santos e Joaquim Paiva será lançado nesta quinta-feira, 3 de julho, às 19h no Media Luna Boutique de Doces Argentinos (Rua Cel. Fabrício Pillar, 681, Bairro Mon´t Serrat). Um pouco antes, por volta das 18h30min, acontecerá uma intervenção urbana com projeção de imagens do livro, na fachada da Galeria Champs-Élysées, na esquina das ruas Florêncio Ygartua e 24 de Outubro.

Este livro é editado pela Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura e integra o terceiro volume da coleção "Escrita Fotográfica", complementano, também, a exposição de mesmo nome de Alair Gomes (1921-1992. Segundo o autor e curador da exposição Alexandre Santos, que também é professor do Instituto de Artes da UFRGS e especialista no trabalho de Gomes (objeto de sua tese de doutoramento, defendida em 2006), a obra do fotógrafo carioca "é bastante significativa no cenário da arte contemporânea, não somente para o Brasil, mas também para o mundo, dialogando com artistas como os norte-americanos Duane Michals e Robert Mapplethorpe". Por se tratar sempre de imagens seqüenciais, o trabalho de Alair se diferencia da fotografia tradicional, fazendo fronteira com o cinema e a literatura.

Maldito - Tempo atrás, Gomes era visto como um nome maldito da fotografia brasileira, devido ao caráter marcadamente homoerótico de seu trabalho. Foi só depois de sua morte, em 1992, que seu nome começou a sair do ostracismo, a partir de uma exposição organizada pelo colecionador Joaquim Paiva na I Bienal de Fotografia de Curitiba, no ano de 1996.
Na ocasião, o crítico e curador francês Hervé Chandés, diretor da Fundação Cartier de Arte Contemporânea, ficou impactado com a originalidade do trabalho de Gomes. Em 2002, Chandés dedicaria ao artista uma consagradora exposição individual em Paris, na sede da Fundação Cartier. O sucesso da exposição e do catálogo editado pela Fundação Cartier fizeram com que rapidamente o nome de Gomes passasse a circular no meio artístico internacional, ainda que no Brasil ele fosse relativamente desconhecido.
Alair Gomes: Um Voyeur Natural é a primeira publicação no Brasil dedicada à obra do fotógrafo carioca, que até então só havia sido editada na França, no catálogo da exposição da Fundação Cartier. Ao longo de 52 páginas, o livro reúne diversas seqüências das séries Sonatinas, Four Feet (Sonatinas, Quatro Pés) e Beach Triptychs (Trípticos de Praia), todas oriundas da coleção de Joaquim Paiva.
Reconhecido como o maior colecionador de fotografia do País, com um acervo de cerca de 20 mil imagens de fotógrafos brasileiros e estrangeiros, Paiva foi o primeiro colecionador a possuir o trabalho de Gomes, seguido de Gilberto Chateaubriand e de instituições como o Itaú Cultural e o Museu de Arte de São Paulo (na coleção Pirelli/MASP). O espólio de imagens de Gomes está aos cuidados do importante Setor de Iconografia da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e é composto de cerca de 16 mil fotografias e 170 mil negativos.


Alexandre Böer
Jornalista e Coord. Projetos
SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade

Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Anti-retrovirais transformam Aids em doença crônica





WASHINGTON (AFP) - O grupo de soropositivos registrou um recuo bastante significativo em sua taxa de mortalidade, que seria comparável ao do restante da população, nos cinco anos que se seguem a sua infecção pelo vírus da Aids, desde o início dos tratamentos com anti-retrovirais, em 1996.

De acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira no Journal of the American Medical Association (Jama), nos países industrializados, as pessoas que se tornaram soropositivas em conseqüência de contato sexual parecem ter um risco de mortalidade similar ao da população em geral nos cinco primeiros anos após a infecção. Seu risco de falecer cresce, porém, depois desse período, afirmam os autores do trabalho.


Vários estudos relataram a baixa espetacular da mortalidade entre as pessoas infectadas pelo vírus HIV desde a entrada, no mercado, em 1996, de terapias anti-retrovirais eficazes nos países industrializados.


Um grupo de pesquisadores, liderado pelo Dr Krishnan Bhaskaran, do "Medical Research Council Clinical Trials Unit", em Londres, analisou a evolução da mortalidade de 16.534 soropositivos comparativamente à da população em geral não-infectada, entre 1981 e 2006.


Nesse grupo de soropositivos observados por 6,3 anos (em média) após o início de sua infecção, a taxa de mortalidade excessiva em relação ao percentual normal para mil pessoas/ano (o número de pessoas no estudo multiplicado pelo número de anos de acompanhamento por indivíduo) era de 40,8/mil, antes do surgimento das terapias anti-retrovirais em 1996.


Depois, essa taxa de mortalidade diminuiu a cada ano até chegar a 6,1 (em mil) em 2004-2006, ou seja, um índice comparável ao de pessoas não-infectadas.

Fonte: www.yahoo.com.br