Os Estados Unidos porão fim nesta segunda-feira, 2 de novembro, à proibição de entrada em seu território dos portadores do HIV/Aids; e a liberdade de viajar será restaurada no início de 2010, anunciou o presidente Barack Obama, nesta sexta-feira, 30 de outubro.
"Há 22 anos, por uma decisão baseada mais no medo do que em fatos, os Estados Unidos instauraram uma proibição de entrada no território aos portadores do vírus da aids. Queríamos fazer desaparecer o estigma representado por esta doença, mas isso não nos impedia de tratar como uma ameaça os que conviviam com ela e nos visitavam", declarou Obama.
Lembrou que algumas dezenas de países no mundo aplicavam essa medida e que os Estados Unidos faziam parte desse grupo.
"Se quisermos estar no topo em relação ao combate à aids no mundo, devemos nos comportar como tal. Portanto, meu governo publicará na segunda-feira uma última regulamentação que anulará a proibição de entrada no país - medida que entrará em vigor após o Ano Novo", disse ele.
O presidente falou sobre o assunto por ocasião da promulgação de uma lei prorrogando a ajuda aos que sofrem dessa doença, visando a garantir o tratamento, principalmente, aos mais pobres. O texto já foi aprovado pelo Congresso durante o mês de outubro.
Restrições aos viajantes soropositivos foram impostas a partir de 1987, numa época na qual os conhecimentos sobre a forma de transmissão da doença eram quase que rudimentares.
Foram levantadas em julho de 2008, após a assinatura, pelo presidente americano George W. Bush, de uma lei 'voltada para triplicar os esforços dos Etados Unidos na luta contra a aids, a tuberculose e a malária.
Mas o levantamento completo da proibição deveria superar uma última etapa processual: a publicação de uma nova regulamentação pelo governo.
"O Congresso e o presidente Bush comprometeram-se neste caminho no ano passado e devem ser felicitados. Nós, agora, terminamos o trabalho", declarou o presidente.
Antes, as pessoas que teriam contraído aids não tinham, com algumas exceções, nenhum direito de entrar nos Estados Unidos.
Obama também afirmou que a batalha contra a aids estava "longe de terminar".
"A aids não é, talvez, mais a causa da morte de um grande número de americanos entre os 25 e os 44 anos, como antigamente. Mas 1,1 milhão de americanos ainda vivem com a aids nos Estados Unidos", disse.
Destacou que alguns grupos, como os homens homossexuais e os negros, continuavam a apresentar índices de contaminação "inaceitáveis".
Fonte: AFP
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
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